Vocês já notaram como uma afirmação composta por números percentuais reforça uma ideia? Basta alguns profissionais de mercado, palestrantes, cunhados, etc. chutarem, sem qualquer comprovação, uma suposta quantificação para suas impressões e imediatamente a massa de investidores compra o peixe. Entretanto, hoje com o maior acesso à softwares estatísticos e de backtest, o investidor tem condições de separar a realidade da fantasia.
Por exemplo, se a barra atual fechar acima de sua abertura (candle positivo) será que isso aumenta a chance da próxima barra também ser positiva? E o aparecimento de uma barra de baixa (candle negativo) tem influência na barra seguinte?
Vamos testar isso sobre as séries históricas diárias dos 63 papéis que compõem a carteira IBOVESPA (set-dez/15). Vale destacar que alguns papéis são listados na bolsa a mais tempo que outros e por isso temos uma amostra que engloba séries de 20 anos (Bradesco PN, Eletrobras ON, Gerdau PN, Petrobras PN, Vale PNA, etc.) e outras séries com menos de 3 anos (Brasil Seguridade ON, Smiles ON e Rumo ON).
O histograma acima apresenta a frequência de papéis divididos pela faixa de acerto da ocorrência de candle alta seguido de candle alta. Do universo de 63 papéis podemos observar que mais da metade apresentou índice entre 50% e 53% .
Os leitores poderão realizar algumas mudanças a fim de verificar se há alguma melhora no percentual de repetição, como estipular o tamanho do candlestick ou a diferença entre fechamento e abertura para considerá-lo de alta ou de baixa,
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